Hipismo 02/11/2013 10:09

Amazona potiguar se destaca na primeira experiência internacional

Por admin

Um novo capítulo na caminhada rumo ao sonho olímpico. Foi assim que Brunna Hosser, 12 anos, encarou o Grand Caraibe, uma tradicional competição de hipismo realizada na Guiana Francesa entre os últimos dias 25 e 27 de outubro. Ela disputou, pela primeira vez, uma prova noturna, por cronômetro e na categoria “Elite”, com obstáculos acima de 1 metro. Apesar de não ter subido ao pódio, como de costume, a jovem amazona potiguar ganhou a primeira experiência internacional da carreira, fundamental para seguir no esporte. “É muito importante manter o intercâmbio em qualquer modalidade, no hipismo em especial”, destacou Flávio Veloso, instrutor de Brunna e vice-presidente da Federação Potiguar de Hipismo, que acompanhou a atleta na viagem ao extremo norte da América do Sul.

Brunna disputou uma prova noturna na categoria elite

Brunna disputou uma prova noturna na categoria elite

Flávio competiu na categoria “Grand Prix”, mas também não subiu no pódio, apesar do bom desempenho. “A Guiana é muito quente. E depois de dois dias intensos de competição as éguas, que também eram montadas pelos seus donos, estavam muito cansadas”, justificou a empresária Luciana Cavalcante, que também acompanhou a filha Brunna na viagem. Muito assediada, principalmente, pela nova geração do hipismo da região, Brunna acabou conquistando o público com seu carisma (marca registrada) e competência sobre uma égua que só conheceu 15 minutos antes da prova. Quem entende de hipismo sabe que precisa haver uma sintonia entre cavaleiro e cavalo para que tudo ocorra bem. E isso leva tempo.

O cansaço da viagem também pesou na hora de encarar o torneio nacional. “A viagem foi muito cansativa. Para chegarmos na Guiana tivemos que passar por Fortaleza, São Luís e Belém. Chegando lá, Brunna não teve problema na comunicação. Apesar de não falar nada de francês, usou o inglês dela e resolveu. Fiquei impressionada”, contou Luciana. E continuou: “Brunna é muito carismática e de cara encantou as pessoas. Ela foi muito elogiada como atleta também. No treinamento da sexta-feira, por exemplo, zerou a pista. No sábado, primeiro dia de prova, ela estava segura, confiante. Era a mais nova da categoria Elite. Fez a pista mais rápida, cometeu apenas uma falta e, mesmo assim, foi classificada em sexto lugar. Foi a sua primeira galopada da vitória em terras estrangeiras”.

Evento na Guiana Francesa reuniu atletas de vários países

Evento na Guiana Francesa reuniu atletas de vários países

O amor do povo local por cavalos e a valorização que é dada ao esporte equestre impressionou Luciana. “É impressionante como na Guiana Francesa as pessoas amam os cavalos e o hipismo. Lá não tem tratador, os donos dos cavalos levam todos os equipamentos, acessórios e preparam seus animais para a competição”, relatou a empresária e mãe coruja.  A pista de hipismo ficava a 30 km da capital Caiena, no meio da floresta tropical. Além dos brasileiros disputaram outros 28 conjuntos (cavaleiros/amazonas e cavalos) de seis países: Guiana Francesa, Guiana, Suriname, Martinica e Guadalupe. Únicos representantes do Brasil no torneio, Brunna e Flávio acabaram sendo homenageados pela organização.