Paradesporto 15/11/2014 16:44

Paratletas potiguares brilham no Circuito Caixa Loterias

Por admin

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Cecília, destaca na Natação, foi convocada para a Seleção (CPB/Divulgação)

Os potiguares estão fazendo bonito na terceira etapa e última etapa nacional do Circuito Caixa Loterias de Atletismo, Halterofilismo e Natação, disputada na Unifor, em Fortaleza (CE). Os atletas do Rio Grande Norte, representados pela Cadef, Sadef e Adevirn, já conquistaram medalhas nas três modalidades em disputas.

No halterofilismo, Maria Rizonaide da Silva (SADEF/RN) bateu o próprio recorde brasileiro. Ela conquistou a medalha de ouro levantando 73kg, dois a mais que o recorde anterior da categoria -50kg. “Treinei para fazer mais, mas eu estava muito nervosa. Queria ir para 77kg, mas joguei para 73kg após conversar com a minha técnica, porque em São Paulo eu queimei com 72kg. Agradeço a Deus por ter conquistado essa vitória e o recorde. Agora é continuar treinando forte, sempre visando aos Jogos Paralímpicos do Rio-2016”, disse Rizonaide.

Além da vitória de Maria Rizonaide no leve, Terezinha Santos (SADEF/RN) levou a medalha de ouro na categoria médio (-67kg/-73kg). No masculino, Gustavo Tavares (CADEF/RN), da categoria -49kg, levantou 120kg, dois a mais do que a marca anterior, que pertencia a Anderson Marcílio, e levou o ouro. Ele agora mira outro objetivo mira outro objetivo. “Venho trabalhando muito desde o início do ano para bater esse recorde. Não consegui na segunda etapa, mas ficou para essa. Pretendo melhorar cada vez mais a minha marca para o Parapan-Americano de Toronto 2015, no ano que vem”.

Natação

Na natação, outro destaque foi do Rio Grande do Norte. Cecilia Kethlen, de 16 anos, recentemente convocada para a Seleção Brasileira adulta de natação paralímpica, ganhou duas medalhas de prata em sua estreia. As conquistas ocorreram na piscina do Náutico Atlético Cearense, que sedia as provas de natação. Cecilia ficou com a segunda colocação nos 100m costas (1m33s98) e nos 100m livre (1m16s27), ambos pela classe S8. A atleta, natural de Natal, sofreu uma paralisia cerebral devido a uma má formação congênita. A lesão foi agravada em decorrência de um erro médico durante o processo de nascimento.

No ano passado, ela deixou o Rio Grande do Norte para treinar em Indaiatuba, no interior de São Paulo. “Eu fiz uma mudança radical na minha vida e isso foi feito para alcançar o meu objetivo, que é disputar uma Paralimpíada, representar bem o meu país. No primeiro ano deu tudo muito certo e eu estou feliz. Cada dia mais sinto que eu estou perto do meu sonho, preciso apenas focar e treinar”, disse. “A Cecilia é uma atleta que já estava na Seleção de jovens nesta temporada, mas rapidamente conseguiu se firmar e integrar também a Seleção principal. Ela já estará conosco na próxima semana, quando teremos a fase de treinamentos em São Caetano, no centro de referência. Ela vai brigar aqui e no Open para fazer as marcas necessárias para ir ao Mundial de Glasgow, no ano que vem”, disse Leonardo Tomasello, técnico-chefe da natação pelo Comitê Paralímpico Brasileiro.

Além de Cecília, Rildene Fonseca também medalhou para o estado. A atleta da Sadef ficou em primeiro lugar no 150m medley. A Safed ainda amealhou mais medalhas como Nélio Almeida, bronze, Francisco de Assis e Elias Borges, prata, todos nos 100m peito, cada em uma suas respectivas classes.

Atletismo

No atletismo, as medalhas vieram com atletas da Adevirn e da Sadef. Thalita Vitória, da Adevirn, conquistou o bronze na prova do 100 metros rasos T11, com a marca de 13:19, e a prata no salto em distância, com um salto de 4.37. José Fernandes e Lucas Emanoel, ambos da Sadef, levaram, respectivamente, a medalha de bronze e o ouro no salto em altura.