Covid-19 29/01/2021 05:20

Dois pacientes de Manaus recebem alta do Hospital Estadual Giselda Trigueiro

Por admin

Dois pacientes vindos de Manaus receberam alta nesta quinta-feira (28) do Hospital Estadual Giselda Trigueiro. Eles estavam internados desde o dia 18 de janeiro, quando vieram do Amazonas para receber tratamento contra a Covid-19, em virtude do colapso no sistema de saúde da capital amazonense.

“O nosso Hospital Giselda Trigueiro é um hospital de referência que prestou a eles um atendimento de alta qualidade, isso foi fundamental para salvar essas vidas. O protocolo foi todo apoiado na ciência, foi mais uma vitória da ciência. E nós, que somos humanizados, sabemos que é o nosso dever acolher o sofrimento deles, porque somos um único país”, disse o vice-governador Antenor Antunes.

Os pacientes Keitiane Teixeira do Nascimento, de 39 anos, e Róbson Sena do Nascimento, de 40 anos, são casados. Os dois precisaram ser internados na UTI do Giselda para o tratamento, chegando a receber oxigênio, mas não precisaram ser intubados. Durante esse processo, Róbson perdeu a mãe para a COVID-19 em Manaus e, dois dias depois, Keitiane também perdeu a mãe dela. Eles chegaram a dizer que sequer viveram o luto dos parentes que perderam no Amazonas. Muito emocionados, na saída do hospital, foram recepcionados pela imprensa e aplaudidos pela equipe do hospital estadual.

Róbson afirmou ainda que a qualidade do atendimento não foi apenas da equipe médica, com a qual ele se sente profundamente agradecido pelo atendimento humanizado, mas também pela equipe multidisciplinar, da qual recebeu atendimento de fisioterapeuta, nutricionista, sem falar de toda equipe de enfermagem e assistência social.

“Em Manaus não tínhamos nada disso”, disse Róbson. “É um alívio. Nós nascemos de novo, nós viramos potiguares. Se passássemos mais um dia em Manaus, hoje nossas três filhas não teriam a gente com elas”, afirmou em reconhecimento ao atendimento recebido, mostrando a gratidão pelo cuidado que tiveram no hospital estadual. “Eu fiquei aqui onze dias, e perdi minha mãe lá em Manaus. Ela também perdeu a mãe dela lá. Tivemos sorte de vir para cá. Muito obrigado”, destacou emocionado Róbson.

Segundo André Prudente, diretor do Giselda Trigueiro, ambos chegaram precisando de bastante oxigênio e necessitaram usar a ‘máscara de Hudson’, que é um dispositivo que faz com que a pessoa tenha acesso a uma quantidade de oxigênio bem maior do que o cateter nasal. Ele se recuperou antes e ela deixou de utilizar o oxigênio há 48 horas, ficou em observação para ver se não tinha nenhuma piora, e como só evoluiu para a melhora, recebeu alta.

Assecom/Foto/Robson Araújo