Covid-19 14/03/2021 00:04

Um ano de Covid no RN

Por admin

Governo apresenta as ações no combate ao coronavírus

Em 12 de março de 2020, as equipes técnicas da Saúde estadual informavam a chegada do novo Coronavírus em território potiguar. Naquele dia, os dados acendiam a luz amarela: davam conta de que havia um caso confirmado e 17 suspeitos. Passado um ano, o número de mortes no Rio Grande do Norte é de 3.857, com 179,824 mil casos confirmados (em 12.03.2021) e as luzes vermelhas tiveram de ser ligadas em vários momentos, como o de agora, em todo o Brasil.

E, na contramão de todo o negacionismo e tendo como prioridade poupar as vidas do povo do Rio Grande do Norte, o governo da professora Fátima Bezerra começou um trabalho incessante – já no final de fevereiro de 2020, antes mesmo da chegada do vírus – no qual, desde então, prevalece o diálogo com os demais Poderes, prefeitos e prefeitas; com a iniciativa privada; bem como fez Termos de Ajustamento de Conduta com os Ministérios Público Estadual e Federal; criou um Comitê Científico da SESAP; se articulou com os demais governadores do Nordeste, por meio do Fórum de Governadores; pleiteou junto ao Ministério da Saúde e outros setores do Governo Federal mais recursos, para ampliação de leitos clínicos e críticos exclusivos para o tratamento da Covid-19 e vem insistindo, sistematicamente, para a aquisição em tempo hábil das vacinas; fez contratação de pessoal; pagou extra para os profissionais de saúde que estão na linha de frente; comprou insumos e equipamentos; fortaleceu a articulação entre Estado e Municípios, tendo como linha de frente o Pacto pela Vida e todas as forças de segurança do Estado; construiu uma rede de apoio aos mais necessitados, com distribuição maciça de máscaras, bem como de cestas básicas, assim como também abriu diversas linhas de crédito para apoiar os pequenos e médios empreendedores.

“Desde o primeiro dia em que nos reunimos, para discutir as ações de combate a essa pandemia, nossa prioridade é a de poupar vidas, tanto na prevenção como no tratamento daqueles infectados que adquiriram a forma mais grave da doença. Lamentamos profundamente aqueles que não sobreviveram. Cada vida importa. Cada vida ceifada pelo vírus deixa uma família aos prantos e amigos desolados. Nossa maior esperança no momento é que haja mais agilidade na aquisição de vacinas por parte do Governo Federal. Mas, foi um período também em que enfrentamos as dificuldades com um trabalho constante em que prevalece o diálogo, a transparência das ações, a união de forças e, sobretudo, muito comprometimento com o que fazemos”, disse a governadora Fátima Bezerra. Ela lembrou também que embora a pandemia tenha modificado os rumos e a vida de todo o mundo, o Estado não ficou parado. Muito pelo contrário, foram desenvolvidas ações nas mais diversas áreas de atuação do Governo do Estado no âmbito do desenvolvimento econômico, da agricultura, da segurança hídrica, da assistência Social, e dos diversos serviços oferecidos ao público.

No âmbito da saúde, o saldo é bastante significativo, com um legado, até agora, da criação de quase 700 leitos SUS que ficarão na rede hospitalar após a pandemia e continuarão servindo à população; além disso, a articulação séria e responsável, sem partidarismos, com gestores e gestoras municipais para que se cumpram os decretos governamentais que, por exemplo, levaram no domingo (7/03) o Rio Grande do Norte ao maior índice de isolamento social do país e o terceiro maior em todas as medições. Aliás, o Estado tem figurado em boas colocações também no ranking da transparência internacional no combate ao Coronavírus, ficando sempre entre os dez melhores Estados do Brasil. Na conta das conquistas contra o vírus, inclui-se mais de sete mil vidas poupadas e tratadas em leitos SUS, até a última checagem no Regula RN.

Ao fazer um balanço sobre um ano de pandemia, o secretário de Estado da Saúde Pública (Sesap), Cipriano Maia, lamenta a morte das mais de 3.800 pessoas. “Em primeiro lugar, transmitimos nossa solidariedade a todas as famílias por suas perdas. Ao mesmo tempo, agradecemos a todos os profissionais de saúde que têm se mantido na linha de frente, cuidando das pessoas e dando tudo de si para salvar vidas”.

Maia acrescentou que o Governo do Estado, ao longo desse período, procurou valorizar os profissionais, ofertar capacitação e remunerar com incentivos que fizessem jus à toda dedicação, como gratificação de produtividade, de insalubridade e implantação dos direitos trabalhistas associados ao Plano de Cargos e Salários. Além disso, foram contratados mais de 3 mil funcionários temporários para dar suporte à rede de saúde. “A pandemia trouxe um potencial humano presente na nossa sociedade, que é o da colaboração, da solidariedade, da parceria e que se apresentou desde o início da pandemia, entre os órgãos do Governo, com o envolvimento dos Ministérios Públicos, do Judiciário, Universidades, empresas e sindicatos, em que todos se irmanaram. Foram diversas ações decisivas para os resultados que alcançamos até agora”, reconheceu o secretário de Saúde, citando algumas ações e o seu planejamento: começando pela vigilância, qualificação das informações, disponibilização da comunicação para toda a sociedade. Houve também ampliação da testagem para melhorar o diagnóstico e o monitoramento dos casos. Assim como foi e está sendo feito todo um apoio aos municípios em ações de vigilância e atenção básica.

“Numa parceria com o Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS) desenvolvemos um dos aplicativos mais valiosos para garantir o acesso aos leitos, dando a maior transparência, que foi o Regula RN. Seguimos firmes e decididos adotando as medidas necessárias para evitar o aumento da transmissão, por meio do Pacto pela Vida. É momento de evitarmos aglomerações, para frearmos o contágio e com isso aliviar o sistema de saúde que atualmente está saturado, sobrecarregado, com filas de pacientes em espera. Esperamos que com o avanço da vacinação da população possamos ir melhorando as condições de controle da doença”, finalizou.

Assecom