Economia 26/04/2022 06:47

Inflação impactou 95% dos brasileiros nos últimos seis meses

Por admin

Com a inflação alta apesar das elevações seguidas de juros pelo Banco Central, a população tem sentido no bolso o peso dos preços lá em cima em todos os setores da economia. Segundo levantamento do Instituto FSB Pesquisa, feito a pedido da CNI (Confederação Nacional da Indústria), 95% dos consumidores brasileiros tiveram a nítida percepção de que tudo ficou mais caro nos últimos seis meses.

As informações fazem parte da pesquisa “Comportamento e economia no pós-pandemia“, feita com 2.015 pessoas nos primeiros cinco dias deste mês. Para 87% delas, os preços aumentaram muito, enquanto 8% responderam que cresceram um pouco.

Como resultado, 64% afirmam ter reduzido gastos. Desses, 49% disseram terem feitos cortes grandes ou muito grandes.

Com a inflação sem dar trégua para as famílias brasileiras, 76% acreditam que as respectivas situações financeiras foram prejudicadas pela inflação e 66% pensam que o cenário vai piorar nos próximos seis meses.

Há, porém, grande diferença entre a renda daqueles que dizem acreditar no crescimento inflacionário nos próximos meses: 71% entre quem tem renda de 1 a 2 salários-mínimos contra 55% na população com renda acima de 5 salários-mínimos.

A pesquisa mostra ainda que para 60% dos consultados, a redução de gastos será permanente. Além disso, 38% falam em continuar apertando as despesas nos próximos meses, enquanto apenas 11% enxergam espaço para gastar mais no período à frente.

A situação econômica atual, em comparação com crises econômicas anteriores, é considerada tão grave quanto ou mais grave por 81% da população. Segundo a CNI, a pior percepção é da população com mais de 60 anos, que conviveu com inflação alta e diversos planos econômicos.

Questão de prioridade

Contas de consumo, como luz, água e gás, alimentos e combustíveis seguem no topo das prioridades no consumo dos brasileiros. Já as despesas com vestuário, refeições fora de casa, eletrônicos, material de construção e TV por assinatura lideram a lista de cortes de gastos das famílias.

“A guerra travada na Ucrânia trouxe mais incertezas para a economia global, o que impulsiona a inflação e desperta o temor de retrocesso da economia em todo o mundo. Diante dessa conjuntura tão difícil quanto indesejada, o Brasil precisa adotar as medidas corretas para incentivar o crescimento econômico, a geração de empregos e o aumento da renda da população. A principal delas é a reforma tributária. Não temos como fugir disso”, considera o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

Fonte: Metro com Band e Estadão